{"id":971,"date":"2017-02-17T09:23:50","date_gmt":"2017-02-17T11:23:50","guid":{"rendered":"https:\/\/xml-io.proteusthemes.com\/medicpress\/?page_id=303"},"modified":"2019-12-19T12:03:52","modified_gmt":"2019-12-19T15:03:52","slug":"cirurgia-de-diabetes","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/proctogastro.com.br\/index.php\/especialidades\/cirurgias\/cirurgia-de-diabetes\/","title":{"rendered":"Cirurgia de Diabetes*"},"content":{"rendered":"<div id=\"pl-971\"  class=\"panel-layout\" ><div id=\"pg-971-0\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-971-0-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-971-0-0-0\" class=\"so-panel widget widget_sow-editor panel-first-child panel-last-child\" data-index=\"0\" ><div class=\"so-widget-sow-editor so-widget-sow-editor-base\">\n<div class=\"siteorigin-widget-tinymce textwidget\">\n\t<p><strong>Tratamento cir\u00fargico do Diabetes Mellitus Tipo 2<\/strong><\/p>\n<p>Nossa maior fonte de energia s\u00e3o os carboidratos da alimenta\u00e7\u00e3o. Eles s\u00e3o transformados em glicose que \u00e9 armazenada no f\u00edgado na forma qu\u00edmica chamada glicog\u00eanio. Sob o efeito de um horm\u00f4nio chamado Glucagon (produzido nas c\u00e9lulas Alfa do p\u00e2ncreas) esse glicog\u00eanio transforma-se em glicose, que \u00e9 liberada para a corrente sangu\u00ednea. Um horm\u00f4nio chamado insulina (produzido nas c\u00e9lulas Beta do p\u00e2ncreas) encarrega-se de retirar as mol\u00e9culas de glicose da circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea e lev\u00e1-las para dentro das c\u00e9lulas, onde s\u00e3o utilizadas como fonte de energia para que a c\u00e9lula continue viva e desempenhando suas fun\u00e7\u00f5es como produ\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias, reprodu\u00e7\u00e3o, etc. A glicose n\u00e3o consegue entrar na c\u00e9lula sem a colabora\u00e7\u00e3o da insulina. Algumas c\u00e9lulas podem eventualmente utilizar outras fontes de energia como prote\u00ednas ou gorduras, mas as c\u00e9lulas do tecido nervoso e hem\u00e1cias s\u00f3 conseguem usar a glicose como fonte de energia, e por isso, se faltar insulina podemos ter danos irrevers\u00edveis nos nervos e no c\u00e9rebro. O diabetes surge em decorr\u00eancia da defici\u00eancia ou da a\u00e7\u00e3o ineficaz da insulina, o que leva a dois fen\u00f4menos: excesso de glicose no sangue e falta de glicose dentro da c\u00e9lula. Essa situa\u00e7\u00e3o faz com que as c\u00e9lulas sofram por falta de energia e por isso precisem utilizar outros mecanismos para gerar energia causando assim v\u00e1rios efeitos colaterais no organismo. Por isso a insulina \u00e9 de import\u00e2ncia vital. N\u00e3o existe sa\u00fade sem insulina.<\/p>\n<p><strong>Existem 2 tipos de Diabetes:<\/strong><\/p>\n<p>\u2022\u00a0\u00a0\u00a0 O Diabetes Tipo 1,\u00a0 caracterizado pela \"total fal\u00eancia pancre\u00e1tica na produ\u00e7\u00e3o de insulina\". A causa dessa fal\u00eancia \u00e9 auto-imune , ou seja, o paciente produz anticorpos que destroem as c\u00e9lulas Beta (produtoras de insulina) do pr\u00f3prio p\u00e2ncreas. Esses pacientes precisam tomar \"insulina externa\" para viverem. N\u00e3o podemos contar com esse p\u00e2ncreas para produzir insulina. Nenhum medicamento ou cirurgia \u00e9 capaz de fazer esse p\u00e2ncreas voltar a funcionar. O diagn\u00f3stico dessa patologia \u00e9 complexo e um bom par\u00e2metro \u00e9 o exame laboratorial chamado \"Pept\u00eddeo C\" que se menor que 1 sugere o diabetes tipo 1. Outro par\u00e2metro laboratorial \u00e9 a dosagem de pr\u00f3insulina baixa.<\/p>\n<p>\u2022\u00a0\u00a0\u00a0 O Diabetes Tipo 2 \u2013 Neste tipo de diabetes o p\u00e2ncreas funciona e produz insulina, por\u00e9m em quantidade deficiente ou a insulina produzida, embora em grande quantidade, n\u00e3o consegue exercer sua fun\u00e7\u00e3o nos tecidos devido a chamada \u201cresist\u00eancia perif\u00e9rica \u00e0 insulina\u201d mais comum nos casos de obesidade. Nos casos de produ\u00e7\u00e3o deficiente de insulina se o p\u00e2ncreas passar a produzir mais insulina; ou nos casos de \u201cresist\u00eancia perif\u00e9rica \u00e0 insulina\u201d o paciente emagrecer facilitando a a\u00e7\u00e3o da insulina na periferia, nestas duas situa\u00e7\u00f5es o diabetes tipo 2 pode ser controlado. S\u00e3o pacientes que laboratorialmente apresentam Pept\u00eddeo C maior que 1 e pr\u00f3insulina normal. Esse tipo de diabetes possui um forte componente heredit\u00e1rio e est\u00e1 muito relacionado com a obesidade e o sedentarismo. Estima-se que 70 a 90% dos diab\u00e9ticos tipo 2 sejam obesos. A incid\u00eancia maior \u00e9 ap\u00f3s os 40 anos.<\/p>\n<p>O Diabetes acarreta danos irrevers\u00edveis \u00e0s art\u00e9rias e com isso diminue o aporte de sangue arterial a todas as c\u00e9lulas do corpo e por isso causa hip\u00f3xia celular (m\u00e1 oxigena\u00e7\u00e3o). Al\u00e9m disso a entrada de glicose nas c\u00e9lulas \u00e9 dificultada e assim ocorre mau funcionamento celular por falta de energia. E ainda por cima o diabetes causa a produ\u00e7\u00e3o de toxinas como o sorbitol que causa danos gerais. Esse acumulo de conseq\u00fc\u00eancias acarreta \"danos cardiovasculares\" e esses danos acabam por diminuir a qualidade e perspectiva de vida do diab\u00e9tico, por isso o tratamento do diabetes \"tem pressa\".<\/p>\n<p>Adultos com diabetes t\u00eam um risco 2 a 4 x maior de morrer de doen\u00e7a coronariana que um indiv\u00edduo n\u00e3o diab\u00e9tico. Outra causa frequente de \u00f3bito em pacientes diab\u00e9ticos \u00e9 o Acidente Vascular Cerebral (AVC). Cerca de 65% dos \u00f3bitos em pacientes com diabetes s\u00e3o causados por doen\u00e7a coronariana ou AVC.<\/p>\n<p>O diabetes, levando a retinopatia diab\u00e9tica, \u00e9 a principal causa de cegueira, na atualidade.<br \/>\nO diabetes, levando a neuropatia diab\u00e9tica, \u00e9 a principal causa de altera\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas perif\u00e9ricas com altera\u00e7\u00e3o de sensibilidade ou dor nas m\u00e3os e nos p\u00e9s, al\u00e9m de retardo no esvaziamento g\u00e1strico, na atualidade.<br \/>\nO diabetes, levando a vasculite diab\u00e9tica, \u00e9 a principal causa de amputa\u00e7\u00e3o dos membros inferiores na atualidade<br \/>\nO diabetes pode causar tamb\u00e9m outras doen\u00e7as como: doen\u00e7a dent\u00e1ria, complica\u00e7\u00f5es na gravidez, coma hiperglic\u00eamico, e maior risco de \u00f3bito em consequ\u00eancia de pneumonia ou gripe, que nos pacientes n\u00e3o diab\u00e9ticos.<br \/>\nAlguns especialistas costumam alarmar-se com o que seria uma epidemia de diabetes tipo 2 j\u00e1 em curso no mundo. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, em 2025 os doentes somar\u00e3o 330 milh\u00f5es de pessoas. Nos Estados Unidos, estima-se que metade das crian\u00e7as negras e hisp\u00e2nicas nascidas em 2000 desenvolver\u00e1 a doen\u00e7a em algum momento de sua vida.<br \/>\nAs estat\u00edsticas mundiais apontam para o fato que s\u00f3 40% dos pacientes com diabetes tipo 2 levam o tratamento cl\u00ednico a s\u00e9rio e que 80% dos diab\u00e9ticos tipo 2 t\u00eam algum grau de obesidade.<\/p>\n<p>Entre os medicamentos utilizados no tratamento do diabetes a insulina foi lan\u00e7ada nos anos 20 e as drogas orais, biguanidas e sulfas na d\u00e9cada de 50. A partir dos anos 90 e tamb\u00e9m nos \u00faltimos anos novas drogas surgiram e a grande esperan\u00e7a \u00e9 que algum novo tratamento possa regenerar, ou pelo menos retardar, o decl\u00ednio da fun\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas Beta pancre\u00e1tica. Por\u00e9m, mesmo nos dias atuais, o tratamento cl\u00ednico do diabetes tipo 2 est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que seria desej\u00e1vel \u201cNo nosso pa\u00eds, cerca de 85% dos pacientes n\u00e3o atingem um grau de controle ideal\u201d. Assim, a cirurgia surge como essa grande esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Uma descoberta importante foi que o intestino delgado, al\u00e9m de promover a digest\u00e3o e a absor\u00e7\u00e3o dos alimentos, funciona como uma esp\u00e9cie de f\u00e1brica de horm\u00f4nios que\u00a0 aumentam a produ\u00e7\u00e3o de insulina pelo p\u00e2ncreas - horm\u00f4nios chamados de incretinas [Polipept\u00eddeo Inibidor G\u00e1strico (GIP), Polipepet\u00eddeo YY (PYY) e Glucagon-Like peptide 1 (GLP-1)] \u2013 quando o alimento pouco ou n\u00e3o digerido chega no final do intestino delgado (\u00edleo). Assim, no indiv\u00edduo sadio durante a digest\u00e3o, depois de passar pelo est\u00f4mago, o alimento chega \u00e0 primeira por\u00e7\u00e3o do intestino delgado, o duodeno. Nesse momento, mol\u00e9culas da incretina GIP s\u00e3o liberadas pelo duodeno e dirigem-se ao p\u00e2ncreas, para estimular a secre\u00e7\u00e3o de insulina. Quando o alimento chega ao \u00edleo, mol\u00e9culas das incretinas PYY e GLP-1 s\u00e3o liberadas e tamb\u00e9m v\u00e3o agir no p\u00e2ncreas, onde potencializam a produ\u00e7\u00e3o de insulina e ajudam a baixar as taxas de glicose no sangue, principalmente ap\u00f3s as refei\u00e7\u00f5es, quando os n\u00edveis de glicose\u00a0 tendem a elevar-se bastante. O problema \u00e9 que o alimento moderno n\u00e3o tem fibras e por isso \u00e9 de r\u00e1pida e f\u00e1cil absor\u00e7\u00e3o no intestino delgado proximal e, assim, o resto do intestino n\u00e3o recebe nutrientes e por isso esses horm\u00f4nios n\u00e3o s\u00e3o produzidos em quantidade suficiente para inibir o diabetes tipo 2. Alem disso sabemos que obesos e diab\u00e9ticos tipo 2 t\u00eam n\u00edveis sanguineos de GLP-1 e PYY mais baixos que magros n\u00e3o diab\u00e9ticos. Esbo\u00e7a-se assim a no\u00e7\u00e3o que se conseguirmos que o alimento n\u00e3o ou mal digerido chegue ao \u00edleo teremos resposta hormonal do intestino (a\u00e7\u00e3o incret\u00ednica) e assim controlar o diabetes tipo 2. Esta no\u00e7\u00e3o levou ao desenvolvimento de medicamentos an\u00e1logos do GLP-1 (Exanatide e Liraglutida) e Inibidores da DPP IV (Sitagliptina e Vildagliptina) \u2013 enzima que inativa o GLP-1.<\/p>\n<p>Uma outra teoria levantada por Francesco Rubino, um pesquisador italiano, acredita que quando o alimento passa pelo duodeno ocorre a produ\u00e7\u00e3o de um horm\u00f4nio cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 inibir o efeito das incretinas, ou seja inibir o estimulo intestinal a produ\u00e7\u00e3o insul\u00ednica. Trata-se de uma \"Anti-incretina\" que foi chamada \"Fator Rubino\". Esse horm\u00f4nio teria como fun\u00e7\u00e3o contra balancear a a\u00e7\u00e3o incretinica intestinal no sentido de evitar hipoglicemias severas decorrentes de uma descarga exagerada e an\u00f4mala de incretinas. De acordo com essa teoria, nos pacientes diab\u00e9ticos, seria interessante que o alimento n\u00e3o passasse pelo duodeno, pois o alimento no duodeno estimularia a libera\u00e7\u00e3o de\u00a0 horm\u00f4nios que bloqueariam a a\u00e7\u00e3o das incretinas e com isso impediria a cura do diabetes 2 pelos horm\u00f4nios intestinais. Esbo\u00e7a-se assim a no\u00e7\u00e3o que se conseguirmos impedir o alimento de passar pelo duodeno, a chamada \"Exclus\u00e3o Duodenal\" ter\u00edamos melhor controle do diabetes tipo 2.<\/p>\n<p>Pela vida moderna com alimentos industrializados, os alimentos s\u00e3o todos digeridos e absorvidos na parte proximal do intestino, logo n\u00e3o chega alimento parcialmente ou n\u00e3o digerido no \u00edleo terminal para estimular a libera\u00e7\u00e3o de GLP-1 e PYY propiciando a obesidade e o diabetes.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Hip\u00f3tese da Hipertrofia Intestinal Induzida por Alimento<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.proctogastro.com.br\/novo\/images\/stories\/imagem%201%20diabetes%20ok.gif\" width=\"450\" height=\"169\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A partir destas observa\u00e7\u00f5es os cientistas descobriram as incretinas e as antiincretinas e assim a Cirurgia Bariatrica que visava tratar a obesidade ganhou cunho endocrinol\u00f3gico e hoje a tratamos como \"Cirurgia Bari\u00e1trica e Metab\u00f3lica\".<\/p>\n<p>Quem primeiro levantou a hip\u00f3tese de que o diabetes tipo 2 poderia ser controlado por meio de cirurgia foi o m\u00e9dico americano Walter Pories, professor de cirurgia e bioqu\u00edmica da Universidade da Carolina do Leste, nos Estados Unidos. Num artigo publicado em agosto de 1995 na revista Annals of Surgery, sob o t\u00edtulo \"Quem imaginaria?\", Pories analisou a evolu\u00e7\u00e3o, ao longo de catorze anos, de 608 obesos m\u00f3rbidos submetidos \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de est\u00f4mago. Dos pacientes operados, 165 eram portadores do diabetes tipo 2. Gra\u00e7as \u00e0 cirurgia, a maioria apresentou remiss\u00e3o da doen\u00e7a, e Pories chamava aten\u00e7\u00e3o para o fato de que a revers\u00e3o do diabetes acontecia pouqu\u00edssimo tempo depois da opera\u00e7\u00e3o - em alguns casos, no dia seguinte. Ou seja, o controle da doen\u00e7a acontecia independentemente da perda de peso. Isso levou os pesquisadores a investigar o assunto. Foi ent\u00e3o que veio \u00e0 tona a relev\u00e2ncia, na g\u00eanese do diabetes tipo 2, das incretinas produzidas no intestino delgado.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o para controle do diabetes \u00e9 diferente de qualquer outra. Ela n\u00e3o se destina a trocar um \u00f3rg\u00e3o que funciona mal por outro em boas condi\u00e7\u00f5es, como nos transplantes, nem \u00e9 feita para a implanta\u00e7\u00e3o de um corpo estranho no organismo, de modo a faz\u00ea-lo trabalhar melhor, com \u00e9 o caso do marcapasso. A cirurgia mais aceita para tratamento do diabetes \u00e9 o bypass g\u00e1strico em Y de Roux. Essa cirurgia, al\u00e9m de produzir perda de peso e consequente redu\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia perif\u00e9rica \u00e0 insulina, produz a exclus\u00e3o do transito alimentar de grande parte do estomago, do duodeno e do inicio do intestino delgado, fazendo com que os alimentos ao invez de serem absorvidos na parte alta do tubo digestivo, continuar\u00e3o no intestino e ser\u00e3o conduzidos at\u00e9 o \u00edleo (intestino distal) estimulando a produ\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios incret\u00ednicos (PYY e GLP-1), que v\u00e3o agir no p\u00e2ncreas aumentando a produ\u00e7\u00e3o de insulina. Consequentemente o bypass g\u00e1strico em Y de Roux al\u00e9m de produzir emagrecimento no longo prazo, aumenta de forma imediata a produ\u00e7\u00e3o de incretinas e bloqueia completamente a produ\u00e7\u00e3o de anti-incretinas. Por isso o Diabetes 2 tem grande melhora, e as vezes cura, poucos dias ap\u00f3s a cirurgia. Tamb\u00e9m sabemos que esse beneficio \u00e9 duradouro.<\/p>\n<p>A grande pergunta \u00e9 \"Quando indicar o tratamento cir\u00fargico para o Diabetes tipo 2?\". A resposta est\u00e1 sendo elaborada e s\u00f3 o tempo, talvez alguns anos, a trar\u00e1. O fato \u00e9 que sabemos que o bypass g\u00e1strico em Y de Roux pode ajudar esse paciente. Tamb\u00e9m sabemos que o diabetes lesa o sistema cardiovascular de forma irrevers\u00edvel e que precisamos \"fazer algo logo\" antes que seja tarde demais. Os crit\u00e9rios atuais de indica\u00e7\u00e3o cir\u00fargica incluem:<\/p>\n<p>\u2022\u00a0\u00a0\u00a0 Ter diabetes tipo 2 caracterizada por Pept\u00eddeo C maior que 1 Pr\u00f3-insulina normal<br \/>\n\u2022\u00a0\u00a0\u00a0 Insucesso do tratamento cl\u00ednico por 3 a 5 anos com eleva\u00e7\u00e3o da Hg Glicada<br \/>\n\u2022\u00a0\u00a0\u00a0 Hemoglobina Glicada maior que 7,5 (mesmo sob tratamento cl\u00ednico adequado)<br \/>\n\u2022\u00a0\u00a0\u00a0 Ind\u00edcios cl\u00ednicos de les\u00e3o vascular sist\u00eamica<br \/>\n\u2022\u00a0\u00a0\u00a0 Presen\u00e7a de S\u00edndrome Metab\u00f3lica<br \/>\n\u2022\u00a0\u00a0\u00a0 IMC maior ou igual a 35 kg\/m2.<\/p>\n<p>Apesar dos crit\u00e9rios acima descritos o endocrinologista americano Cristopher Sorli acha que o peso n\u00e3o \u00e9 importante para indicar cirurgia para o diab\u00e9tico tipo 2 . A decis\u00e3o \u00e9 individualizada caso a caso. O endocrinologista americano Lee Kaplan indica cirurgia nos diab\u00e9ticos tipo 2 quando o tratamento cl\u00ednico n\u00e3o \u00e9 eficaz ap\u00f3s 3 a 5 anos com eleva\u00e7\u00e3o de Hb glicada. A presen\u00e7a de S\u00edndrome Metab\u00f3lica no diab\u00e9tico tipo 2 talvez seja um sinal de alerta a poss\u00edveis candidatos a cirurgia. De qualquer forma devemos operar os diab\u00e9ticos tipo 2 obesos e aguardar o resultado das pesquisas para indicar o tratamento cir\u00fargico para diabeticos tipo 2 n\u00e3o obesos.<br \/>\nUm grande estudo prospectivo em andamento \u00e9 o SOS (Swedish Obesity Subjects), que compara um grupo de pacientes operados por v\u00e1rios tipos de cirurgia com um grupo n\u00e3o operado. Os dados do SOS indicam uma preval\u00eancia de DM, ap\u00f3s 2 anos de seguimento, de 8% no grupo n\u00e3o operado e 1% no grupo operado, e ap\u00f3s 10 anos, 24% no grupo n\u00e3o operado e apenas 7% no grupo operado.<\/p>\n<p>Outros estudos demonstram remiss\u00e3o entre 70 e 90% dos casos de diabetes, sendo evidente as taxas menores nos pacientes usu\u00e1rios de insulina por v\u00e1rios anos, nos quais a capacidade funcional da c\u00e9lula Beta pancre\u00e1tica pode estar muito comprometida. Por outro lado, existe uma revers\u00e3o do diabetes na totalidade dos pacientes usu\u00e1rios de hipoglicemiantes orais ap\u00f3s a cirurgia.<\/p>\n<p>As cirurgias disabsortivas s\u00e3o mais eficazes que as puramente restritivas, mas as complica\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas, em especial a desnutri\u00e7\u00e3o, s\u00e3o tamb\u00e9m mais freq\u00fcentes.<\/p>\n<p>As cirurgias puramente restritivas s\u00e3o representadas pela cirurgia de implante de banda g\u00e1strica ajust\u00e1vel e a gastrectomia em manga (sleeve gastrectomy). O mecanismo de a\u00e7\u00e3o destas t\u00e9cnicas sobre o diabetes resume-se \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia perif\u00e9rica \u00e0 insulina decorrente da perda de peso em si. Embora existam trabalhos publicados mostrando resultados positivos sobre a remiss\u00e3o do diabetes, o estudo SOS demonstra perdas de 25% do peso corporal ap\u00f3s 10 anos do bypass g\u00e1strico contra 13% na banda g\u00e1strica. A redu\u00e7\u00e3o da insulinemia \u00e9 de 54 e 25%, respectivamente, corroborando para a percep\u00e7\u00e3o da inferioridade das t\u00e9cnicas puramente restritivas.<\/p>\n<p>A cirurgia do bypass g\u00e1strico em Y de Roux \u00e9 conhecida como cirurgia mista com predomin\u00e2ncia do componente restritivo sobre o disabsortivo, e no 2\u00ba. Congresso Mundial de Tratamento Cir\u00fargico do Diabetes, realizado em New York \u2013 EUA, em mar\u00e7o 2011, foi a cirurgia considerada com eficaz e recomendada no tratamento do diabetes.<\/p>\n<p>Esta cirurgia combina a cria\u00e7\u00e3o de uma pequena bolsa g\u00e1strica para limitar a ingest\u00e3o alimentar associada a um desvio do duodeno e parte inicial do intestino delgado para causar malabsor\u00e7\u00e3o dos alimentos. O resultado \u00e9 uma saciedade precoce que reduz a quantidade de alimento s\u00f3lido ingerido nas refei\u00e7\u00f5es e a vontade de comer, associada a diminui\u00e7\u00e3o da digest\u00e3o e absor\u00e7\u00e3o destes alimentos que v\u00e3o chegar a por\u00e7\u00e3o final do intestino delgado (\u00edleo) parcialmente digeridos estimulando a libera\u00e7\u00e3o de GLP-1 e PYY que v\u00e3o estimular a fun\u00e7\u00e3o pancre\u00e1tica.<\/p>\n<p>Nesta cirurgia um grampeador cir\u00fargico \u00e9 utilizado para dividir o est\u00f4mago em dois, criando uma pequena bolsa g\u00e1strica (com capacidade de aproximadamente 30ml) circundada ou n\u00e3o por um anel, que recebe o alimento que chega pelo es\u00f4fago. Devemos salientar que o restante do est\u00f4mago n\u00e3o \u00e9 retirado, mas completamente separado da pequena bolsa g\u00e1strica ficando fora do tr\u00e2nsito alimentar. A sa\u00edda da pequena bolsa g\u00e1strica \u00e9 costurada ao intestino delgado (jejuno) para que o alimento continue seu tr\u00e2nsito normal. O restante do est\u00f4mago, que n\u00e3o entrar\u00e1 em contato com o alimento, continuar\u00e1 a produzir suco g\u00e1strico e se continuar\u00e1 com o duodeno -que recebe o suco biliar e pancre\u00e1tico - e jejuno. Nesta cirurgia os sucos digestivos s\u00f3 se encontram com o alimento ingerido no meio do intestino delgado, reduzindo a digest\u00e3o e absor\u00e7\u00e3o dos alimentos (Figura abaixo). A <em>Cirurgia de bypass g\u00e1strico em Y de Roux <\/em>pode ser realizada por via laparosc\u00f3pica (cirurgia dos furinhos) ou convencional (cirurgia barriga aberta).<\/p>\n<h5><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.proctogastro.com.br\/novo\/images\/stories\/comb.jpg\" width=\"257\" height=\"337\" border=\"0\" \/><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta cirurgia tem risco semelhante a de uma opera\u00e7\u00e3o de \u00falcera. Ela tem como desvantagens o fato de poder causar defici\u00eancias nutricionais como anemia, osteoporose, hipovitaminoses, defici\u00eancia de zinco, desnutri\u00e7\u00e3o prot\u00e9ica e queda de cabelo. Em alguns casos de desnutri\u00e7\u00e3o importante podem necessitar de re-opera\u00e7\u00e3o para reverter a cirurgia. Todas essas defici\u00eancias mencionadas acima podem ser contornadas com uma dieta apropriada e suplemento de ferro, c\u00e1lcio e vitaminas pelo resto da vida.<\/p>\n<p>As complica\u00e7\u00f5es que podem ocorrer com o bypass g\u00e1strico s\u00e3o: embolia pulmonar; fistula anastom\u00f3tica; comunica\u00e7\u00e3o entre as partes separadas do est\u00f4mago fazendo com que o paciente volte a ganhar peso; estenose das anastomoses; problemas na parede abdominal (seroma, hematoma, abscesso, h\u00e9rnia incisional, deisc\u00eancia de pele), mais freq\u00fcentes nas cirurgias por via convencional; hemorragia; dilata\u00e7\u00e3o esof\u00e1gica, v\u00f4mitos persistentes, pedra na ves\u00edcula, obstru\u00e7\u00e3o intestinal e impacta\u00e7\u00e3o de alimentos ao n\u00edvel do anel de silicone. As complica\u00e7\u00f5es que necessitam de cirurgia ocorrem em cerca de 1.5% dos pacientes.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a cirurgia o paciente dever\u00e1 aprender a mastigar muito o alimento e ingeri-lo lentamente. Caso coma r\u00e1pido e em grandes peda\u00e7os pode apresentar mal estar e dor retroesternal com v\u00f4mitos. Al\u00e9m disso, se o paciente, por acaso venha a abusar de alimentos cal\u00f3ricos (pudins, sundaes, milk-shakes, leite condensado, sorvete, etc.), poder\u00e1 sentir mal estar geral com tontura, sudorese fria, palpita\u00e7\u00f5es, queda de press\u00e3o arterial e diarr\u00e9ia, sintomas esses que os m\u00e9dicos conhecem como \u201cS\u00edndrome de Dumping\u201d. Este inconveniente n\u00e3o \u00e9 considerado um risco para a sa\u00fade e n\u00e3o ocorrer\u00e1 se forem evitados estes alimentos.<\/p>\n<p>Antes de indicar a cirurgia para controle do diabetes recomenda-se exames para avaliar se o paciente possui reserva pancreatica suficiente para se beneficiar da cirurgia, que o risco cir\u00fargico seja aceit\u00e1vel, que o paciente tenha conhecimento das complica\u00e7\u00f5es e saiba dos cuidados p\u00f3s-operat\u00f3rios, da necessidade de seguimento de longo prazo, e da manuten\u00e7\u00e3o de terapias diet\u00e9ticas e suplementa\u00e7\u00e3o vitam\u00ednica durante toda a vida.<\/p>\n<p>Para aumentar as chances de bom resultado com menor risco, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bari\u00e1trica e Metab\u00f3lica (SBCBM) sugere que o paciente seja avaliado e acompanhado por equipe multidisciplinar nas \u00e1reas cl\u00ednicas (endocrinologia), nutricional e psiqui\u00e1trica, e a cirurgia seja realizada por cirurgi\u00e3o bari\u00e1trico experiente.<\/p>\n<p>Finalmente, ainda n\u00e3o existem dados sobre o impacto da cirurgia nas complica\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas micro e macrovasculares do diabetes. Da mesma forma, \u00e9 ainda incerto se haver\u00e1 um aumento da longevidade nos pacientes operados. Novamente, estudos controlados de longo prazo, como o SOS, dever\u00e3o fornecer mais respostas para estas quest\u00f5es.<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><div id=\"pg-971-1\"  class=\"panel-grid panel-no-style\" ><div id=\"pgc-971-1-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-971-1-0-0\" class=\"so-panel widget widget_sow-editor panel-first-child panel-last-child\" data-index=\"1\" ><div class=\"so-widget-sow-editor so-widget-sow-editor-base\">\n<div class=\"siteorigin-widget-tinymce textwidget\">\n\t<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-1412 size-full\" src=\"http:\/\/proctogastro.kinghost.net\/site1\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/diabetes1.jpg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"419\" srcset=\"https:\/\/proctogastro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/diabetes1.jpg 630w, https:\/\/proctogastro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/diabetes1-300x200.jpg 300w, https:\/\/proctogastro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/diabetes1-600x399.jpg 600w, https:\/\/proctogastro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/diabetes1-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 630px) 100vw, 630px\" \/><\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><div id=\"pgc-971-1-1\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-971-1-1-0\" class=\"so-panel widget widget_sow-editor panel-first-child panel-last-child\" data-index=\"2\" ><div class=\"so-widget-sow-editor so-widget-sow-editor-base\">\n<div class=\"siteorigin-widget-tinymce textwidget\">\n\t<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-1411 size-full\" src=\"http:\/\/proctogastro.kinghost.net\/site1\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/diabetes2.jpg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"419\" srcset=\"https:\/\/proctogastro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/diabetes2.jpg 630w, https:\/\/proctogastro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/diabetes2-300x200.jpg 300w, https:\/\/proctogastro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/diabetes2-600x399.jpg 600w, https:\/\/proctogastro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/diabetes2-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 630px) 100vw, 630px\" \/><\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><div id=\"pg-971-2\"  class=\"panel-grid panel-has-style\" ><div class=\"panel-row-style panel-row-style-for-971-2\" ><div id=\"pgc-971-2-0\"  class=\"panel-grid-cell\" ><div id=\"panel-971-2-0-0\" class=\"so-panel widget widget_pw_accordion widget-accordion panel-first-child panel-last-child\" data-index=\"3\" ><h3 class=\"widget-title\"><span class=\"widget-title__inline\">A cl\u00ednica oferece: <\/span><\/h3>\t<div class=\"accordion panel-group\" id=\"accordion-widget-2-0-0\" role=\"tablist\" aria-multiselectable=\"true\">\n\t\t\t<div class=\"accordion__panel  panel  panel-default  card\">\n\t\t\t<div class=\"accordion__heading  panel-heading\" role=\"tab\" id=\"heading-widget-2-0-0-1\">\n\t\t\t\t<div class=\"panel-title\">\n\t\t\t\t\t<a class=\"collapsed\" role=\"button\" data-toggle=\"collapse\" data-parent=\"#accordion-widget-2-0-0\" href=\"#collapse-widget-2-0-0-1\" aria-expanded=\"false\" aria-controls=\"collapse-widget-2-0-0-1\">\n\t\t\t\t\t\tAcompanhamento Nutricional\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<div id=\"collapse-widget-2-0-0-1\" class=\"accordion__content  panel-collapse  collapse\" role=\"tabpanel\" aria-labelledby=\"heading-widget-2-0-0-1\">\n\t\t\t\t<div class=\"panel-body\">\n\t\t\t\t\tO acompanhamento nutricional do Servi\u00e7o de Cirurgia da Obesidade da Cl\u00ednica Procto Gastro tem como objetivo buscar o bem-estar f\u00edsico e emocional do paciente, atrav\u00e9s da sele\u00e7\u00e3o dos alimentos que contenham os nutrientes mais saud\u00e1veis e que estejam adequados \u00e0s necessidades de cada indiv\u00edduo.\n\nNa fase pr\u00e9-operat\u00f3ria a avalia\u00e7\u00e3o nutricional inclui avalia\u00e7\u00e3o alimentar, medidas antropom\u00e9tricas (peso, altura, \u00cdndice de Massa Corp\u00f3rea, circunfer\u00eancia da cintura e circunfer\u00eancia do quadril) e BioImped\u00e2ncia. Esta avalia\u00e7\u00e3o visa conhecer o estado nutricional inicial do paciente, identificar h\u00e1bitos alimentares inadequados (baixa ingest\u00e3o prot\u00e9ica, que pode contra-indicar as cirurgias malabsortivas), dist\u00farbios alimentares (gosta de doces, belisca entre as refei\u00e7\u00f5es, que pode contra-indicar a cirurgia restritiva, n\u00e3o come nada durante a manh\u00e3 e come muito durante a noite) e conscientizar o paciente da import\u00e2ncia da mastiga\u00e7\u00e3o e necessidade de reeduca\u00e7\u00e3o alimentar bem como orientar sobre as mudan\u00e7as na alimenta\u00e7\u00e3o que ir\u00e3o ocorrer no p\u00f3s-operat\u00f3rio.\n\nA reeduca\u00e7\u00e3o alimentar (dieta sem carboidratos por 02 semanas antes da cirurgia) tem como objetivo proporcionar a perda de peso no per\u00edodo pr\u00e9-operat\u00f3rio, para que doen\u00e7as associadas \u00e0 obesidade como hipertens\u00e3o arterial, diabetes e doen\u00e7as articulares, entre outras, sejam mais facilmente controladas, diminuindo os riscos da cirurgia. A dieta l\u00edquida n\u00e3o fermentativa 04 dias antes da cirurgia tem por finalidade diminuir a distens\u00e3o das al\u00e7as intestinais durante a cirurgia. Al\u00e9m disso, muitas das orienta\u00e7\u00f5es alimentares pr\u00e9-operat\u00f3rias dever\u00e3o ser seguidas no p\u00f3s-operat\u00f3rio, para proporcionar uma perda de peso adequada ao final do primeiro ano, estabelecida como meta para o paciente.\n\nNo processo de reeduca\u00e7\u00e3o alimentar ser\u00e1 considerada tamb\u00e9m a rela\u00e7\u00e3o que foi estabelecida com o alimento ao longo dos anos, onde o mesmo \u00e9 utilizado independentemente das sensa\u00e7\u00f5es de fome e saciedade. Como o alimento possui al\u00e9m do valor cal\u00f3rico, um valor simb\u00f3lico, ele pode estar sendo utilizado por necessidade emocional como: estresse, ansiedade, medo, inseguran\u00e7a, raiva, solid\u00e3o, etc. Portanto estes aspectos e suas interfer\u00eancias ser\u00e3o considerados e trabalhados durante a avalia\u00e7\u00e3o a fim de possibilitar o melhor resultado poss\u00edvel.\n\n\nOrienta\u00e7\u00e3o nutricional pr\u00e9-operat\u00f3ria:\nFa\u00e7a de 05 a 06 refei\u00e7\u00f5es por dia, adotando hor\u00e1rios para se alimentar. N\u00e3o passe muito tempo em jejum, pois isso vai deixar voc\u00ea ficar sem energia, com mais fome na pr\u00f3xima refei\u00e7\u00e3o e a vontade de beliscar ser\u00e1 incontrol\u00e1vel.\nN\u00e3o coma a\u00e7\u00facar, mel ou doces em geral (use ado\u00e7ante artificial).\nN\u00e3o coma alimentos gordurosos, como maionese, creme de leite, azeitona, carnes gordas, toucinho, bacon, frios e sementes oleaginosas (exemplo: amendoim).\nN\u00e3o coma frituras, d\u00ea prefer\u00eancia aos pratos assados, cozidos ou grelhados, evitando molhos espessos e gordurosos;\nUtilize \u00f3leo vegetal de soja, milho, girassol ou canola em pequenas quantidades. Pode usar no preparo da dieta: sal, alho, cebola, cheiro verde, vinagre, suco de lim\u00e3o, ervas arom\u00e1ticas como or\u00e9gano, tomilho, hortel\u00e3, alecrim, etc.\nBeba 2 litros de \u00e1gua por dia sempre em pequenas quantidades. Evite ingerir l\u00edquidos antes, durante e ap\u00f3s as refei\u00e7\u00f5es. Aguarde pelo menos, meia hora ap\u00f3s as refei\u00e7\u00f5es.\nMastigue bem os alimentos e evite conversar, assistir TV, ouvir m\u00fasica ou ler durante as refei\u00e7\u00f5es.\n\nNo p\u00f3s-operat\u00f3rio, o paciente submetido \u00e0 cirurgia bari\u00e1trica dever\u00e1 ter uma dieta pobre em calorias, mas nutricionalmente balanceada, respeitando-se a limita\u00e7\u00e3o quantitativa que a cirurgia imp\u00f5e, \u00e9 importante para prevenir poss\u00edveis defici\u00eancias nutricionais e promover uma perda de peso bem sucedida. A fase inicial \u00e9 dif\u00edcil, porque o paciente est\u00e1 acostumado a comer muito e ter\u00e1 de comer muito pouco. Se comer mais, vomita. Por isso, ele ter\u00e1 de se reeducar e tomar suplementa\u00e7\u00e3o prot\u00e9ica nos seis primeiros meses, e um comprimido de suplementa\u00e7\u00e3o de vitaminas e sais minerais durante todo o resto da vida.\n\nO acompanhamento em longo prazo com a nutricionista \u00e9 importante para uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada e para fornecer sugest\u00f5es e novas op\u00e7\u00f5es alimentares. A ader\u00eancia da dieta prescrita ap\u00f3s a cirurgia \u00e9 essencial para assegurar hidrata\u00e7\u00e3o e consumo alimentar adequados, al\u00e9m de uma correta adapta\u00e7\u00e3o ao seu novo \"est\u00f4mago\".\n\nAs avalia\u00e7\u00f5es nutricionais p\u00f3s-operat\u00f3rias visam diagnosticar e corrigir as car\u00eancias de zinco, c\u00e1lcio, ferro e das vitaminas do complexo B, que podem surgir ao longo do tempo ap\u00f3s a cirurgia. A car\u00eancia de zinco causa fadiga, queda de cabelo e diminui\u00e7\u00e3o na imunidade, vitalidade da pele, capacidade de cicatriza\u00e7\u00e3o, no olfato e paladar. A car\u00eancia de c\u00e1lcio causa osteoporose e risco de fraturas. A car\u00eancia de ferro leva a anemia. J\u00e1 a car\u00eancia das vitaminas do complexo B causa anemia, dor de cabe\u00e7a, cansa\u00e7o, formigamento, c\u00e2imbras e depress\u00e3o entre outros. Deve-se levar em conta a necessidade de acompanhamento nutricional at\u00e9 o final da vida pelo risco destas complica\u00e7\u00f5es carenciais.\n\nA principal mudan\u00e7a na alimenta\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a cirurgia \u00e9 uma diminui\u00e7\u00e3o importante na quantidade de alimentos consumidos diariamente devido a redu\u00e7\u00e3o do est\u00f4mago. No per\u00edodo p\u00f3s-operat\u00f3rio inicial o objetivo \u00e9 evitar n\u00e1useas, v\u00f4mitos, s\u00edndrome de \u00a8dumping\u00a8 (que \u00e9 o mal estar que pode aparecer ap\u00f3s ingest\u00e3o de alimentos ricos em a\u00e7\u00facar) e desidrata\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de prevenir o desenvolvimento de car\u00eancias nutricionais. Pode-se dividir o cuidado com a alimenta\u00e7\u00e3o em cinco fases ap\u00f3s a cirurgia.\n\nA primeira fase se inicia com uma dieta l\u00edquida fracionada (l\u00edquidos claros). Caldos (legumes, carne magra, frango sem pele e peixe). Pode temper\u00e1-los com sal, cebola, alho, tomate e salsinha. N\u00e3o utilizar pimenta. Utilizar somente produtos naturais e n\u00e3o enlatados ou conservas. N\u00e3o utilizar sopas prontas. Cozinhar os ingredientes e pass\u00e1-los na peneira, e ingerir somente o caldo coado. Nunca utilizar o liquidificador. N\u00e3o utilizar cereais como: (feij\u00e3o, lentilha, ervilha, gr\u00e3o de bico, arroz, etc). N\u00e3o fazer sopas cremosas. N\u00e3o refogar os ingredientes - apenas cozinh\u00e1-los em \u00e1gua.\nPode tomar \u00e1gua sem g\u00e1s, \u00e1gua de coco, ch\u00e1s ado\u00e7ados com ado\u00e7antes e nunca utilizar a\u00e7\u00facar. Pode ingerir gelatinas diet\u00e9ticas.\n\nEsta fase compreende as duas primeiras semanas ap\u00f3s a cirurgia e caracteriza-se como uma fase de adapta\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea dever\u00e1 come\u00e7ar a ingerir l\u00edquidos no segundo dia ap\u00f3s a opera\u00e7\u00e3o, tomando 15 ml a cada quinze minutos e tem como principal objetivo o repouso g\u00e1strico, a adapta\u00e7\u00e3o aos pequenos volumes e a hidrata\u00e7\u00e3o (1 - 1,5 litro\/dia). Com o passar dos dias o volume das refei\u00e7\u00f5es e o intervalo entre as refei\u00e7\u00f5es v\u00e3o aumentando. A orienta\u00e7\u00e3o nutricional p\u00f3s-operat\u00f3ria pela nutricionista da Procto Gastro se inicia ainda no hospital, antes da alta hospitalar. A orienta\u00e7\u00e3o nutricional pode variar em fun\u00e7\u00e3o do tipo de procedimento cir\u00fargico usado e a evolu\u00e7\u00e3o de cada paciente.\n\nO paciente deve tomar no m\u00ednimo 1 a 1,5 litro\/dia de l\u00edquidos para evitar a desidrata\u00e7\u00e3o e favorecendo o bom funcionamento dos rins, deixando a urina clara e evitando a forma\u00e7\u00e3o de \u201cpedras nos rins\u201d.\n\n\u00c9 proibido no primeiro m\u00eas qualquer alimento s\u00f3lido, pois pode \u201centupir\u201d ou romper o tubo g\u00e1strico, colocando em risco a vida do paciente.\n\nNa segunda fase a alimenta\u00e7\u00e3o vai evoluindo de liquida para pastosa, de acordo com a toler\u00e2ncia e as necessidades individuais, com a introdu\u00e7\u00e3o de prepara\u00e7\u00f5es liquidificadas, cremes e \u201cpapinhas\u201d ralas. A evolu\u00e7\u00e3o de cada paciente \u00e9 vari\u00e1vel, de forma que a escolha de cada alimento deve ser acompanhada cuidadosamente para evitar desconforto digestivo como dor, n\u00e1useas e v\u00f4mitos. Essa fase tem um tempo de dura\u00e7\u00e3o diferente para cada indiv\u00edduo, por\u00e9m, dura em m\u00e9dia duas semanas.\n\nAp\u00f3s o primeiro m\u00eas da cirurgia, inicia-se uma fase onde a escolha dos alimentos \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia, pois, considerando que as quantidades ingeridas diariamente continuam muito pequenas, deve-se dar prefer\u00eancia aos alimentos mais nutritivos, escolhendo fontes di\u00e1rias de zinco, c\u00e1lcio, ferro e vitaminas. O paciente dever\u00e1 receber orienta\u00e7\u00f5es para reconhecer quais s\u00e3o os alimentos mais ricos nestes nutrientes, de forma a ficar mais independente para escolher as principais fontes de minerais e vitaminas nas suas refei\u00e7\u00f5es di\u00e1rias. O paciente deve sempre mastigar MUITO BEM os alimentos e se alimentar LENTAMENTE. Nessa fase o leque de op\u00e7\u00f5es \u00e9 vasto, mas bastante individualizado. \u00c9 importante o contato nutricionista-paciente para fazer as modifica\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias. A dura\u00e7\u00e3o dessa fase, tamb\u00e9m, varia individualmente e dura em m\u00e9dia um m\u00eas.\n\nEntretanto alguns alimentos devem ser evitados:\nN\u00e3o consuma a\u00e7\u00facar, mel, doces concentrados e a\u00e7ucarados, tais como: goiabada, marmelada, leite condensado, doces em caldas ou em pastas, etc., pois al\u00e9m do alto valor cal\u00f3rico, causam a chamada S\u00edndrome de Dumping. Utilizar somente ado\u00e7ante artificial.\n\nVoc\u00ea dever\u00e1 ingerir l\u00edquidos entre as refei\u00e7\u00f5es e n\u00e3o durante (beba pequenas quantidades).\n\nQuanto \u00e0s bebidas, voc\u00ea dever\u00e1 evitar bebidas alco\u00f3licas, adocicadas ou efervescentes como licorosas, refrigerantes, \u00e1gua com g\u00e1s, etc., pois al\u00e9m de serem irritantes g\u00e1stricos possuem elevado teor cal\u00f3rico.\n\nApesar de sentir saciedade com uma pequena quantidade de comida, n\u00e3o as enrique\u00e7a com cremes ou molhos gordurosos.\n\nEvite os seguintes alimentos, que podem levar a irrita\u00e7\u00e3o do est\u00f4mago: alimentos picantes ou muito \u00e1cidos, tais como pimenta, mostarda, picles, molho ingl\u00eas, etc.\n\nEvite frutas \u00e1cidas ou com casca e semente.\n\nEvite caf\u00e9 puro, ch\u00e1 mate ou preto muito forte.\n\nIntroduza um alimento novo de cada vez, em pequenas quantidades, observando a aceita\u00e7\u00e3o individual.\n\nArrume seu prato de maneira agrad\u00e1vel, com todos os alimentos que far\u00e3o parte da refei\u00e7\u00e3o, pois a saciedade e o prazer de comer tamb\u00e9m, incluem a vis\u00e3o e o olfato.\n\nComa devagar, em pequenas quantidades, prolongando o tempo e mastiga\u00e7\u00e3o, para dissolver o alimento quase que completamente na boca.\n\nEsteja ciente da possibilidade de ocorrer impacta\u00e7\u00e3o de alimentos ao n\u00edvel do estreitamento g\u00e1strico, produzido pelo anel, em virtude da mastiga\u00e7\u00e3o inadequada ou pela ingest\u00e3o de grande quantidade de alimentos s\u00f3lidos (evite alimentos fibrosos).\n\nPare de comer assim que sentir a sensa\u00e7\u00e3o de que est\u00e1 satisfeito, pois como o volume do seu est\u00f4mago foi reduzido pela cirurgia, se continuar a comer poder\u00e1 vomitar.\n\nEvite petiscos (salgados, doces ou biscoitos e etc.). Se tiver fome entre as refei\u00e7\u00f5es procure tomar um iogurte natural ou comer uma fruta.\n\nFa\u00e7a uso de suplementa\u00e7\u00e3o medicamentosa de Zinco e Complexo B, pois a intoler\u00e2ncia da maioria dos pacientes \u00e0 carne, causa a defici\u00eancia de Zinco e a diminui\u00e7\u00e3o do est\u00f4mago causa uma absor\u00e7\u00e3o deficiente das vitaminas do Complexo B. No p\u00f3s-operat\u00f3rio os pacientes devem fazer uso di\u00e1rio de multivitaminicos como a Tiamina (Vit B1), C\u00e1lcio (500mg), Ferro (300mg), Vitamina D (50.000 UI) e Vitamina A (20.000 UI).\n\nEvite medicamentos (antinflamat\u00f3rios, aspirina, etc.) que irritam a mucosa g\u00e1strica e, especialmente, diga a qualquer m\u00e9dica que voc\u00ea consulte que voc\u00ea se submeteu a uma cirurgia bari\u00e1trica.\n\nNa quarta fase a alimenta\u00e7\u00e3o vai evoluindo gradativamente para uma consist\u00eancia cada vez mais pr\u00f3xima do normal. Ocorre, na maioria das vezes, a partir do terceiro m\u00eas de p\u00f3s-operat\u00f3rio, quando quase todos os alimentos come\u00e7am a ser introduzidos na alimenta\u00e7\u00e3o di\u00e1ria. O cuidado com a escolha dos alimentos nutritivos deve continuar, pois as quantidades ingeridas diariamente continuam pequenas. Nessa fase o paciente pode ser capaz de selecionar os alimentos que lhe tragam mais conforto, satisfa\u00e7\u00e3o e qualidade nutricional. Somente devem ser evitados alimentos muito s\u00f3lidos e fibrosos.\n\nNa quinta fase, o paciente j\u00e1 tem uma maior independ\u00eancia alimentar, ocorre a partir do quarto m\u00eas e, como nas fases anteriores, tamb\u00e9m evolui de acordo com as caracter\u00edsticas individuais, podendo iniciar-se um pouco antes ou um pouco depois do quarto m\u00eas. A partir dessa fase, um acompanhamento peri\u00f3dico faz-se necess\u00e1rio para avaliar a evolu\u00e7\u00e3o do peso e levantamento de informa\u00e7\u00f5es para identificar se existem car\u00eancias nutricionais como, por exemplo, a anemia. O paciente j\u00e1 tem bastante seguran\u00e7a na escolha dos alimentos e est\u00e1 apto a compreender quais s\u00e3o os ricos em prote\u00ednas, glic\u00eddios e lip\u00eddios, c\u00e1lcio, ferro, vitamina A, vitamina C, folatos, al\u00e9m de outras propriedades nutricionais.\n\nO que deve ser evitado? Alimentos cal\u00f3ricos (pudins, sorvetes, milk-shakes, leite, leite condensado, sundaes, etc.), pois poder\u00e3o prejudicar bastante a perda de peso. Gravidez no primeiro ano de p\u00f3s-operat\u00f3rio deve ser evitada.\n\nO acompanhamento p\u00f3s-operat\u00f3rio com exame de BioImped\u00e2ncia visa avaliar o tipo de perda de peso do paciente: \u00e1gua? Gordura? Massa magra? O paciente deve fazer exerc\u00edcios ap\u00f3s a cirurgia para evitar a perda de massa magra ou at\u00e9 ganhar massa magra.\n\nFinalmente, \u00e9 importante enfatizar mais uma vez, que o sucesso do tratamento da obesidade depende muito da completa coopera\u00e7\u00e3o e compromisso com as mudan\u00e7as comportamentais por toda a vida.\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t<div class=\"accordion__panel  panel  panel-default  card\">\n\t\t\t<div class=\"accordion__heading  panel-heading\" role=\"tab\" id=\"heading-widget-2-0-0-2\">\n\t\t\t\t<div class=\"panel-title\">\n\t\t\t\t\t<a class=\"collapsed\" role=\"button\" data-toggle=\"collapse\" data-parent=\"#accordion-widget-2-0-0\" href=\"#collapse-widget-2-0-0-2\" aria-expanded=\"false\" aria-controls=\"collapse-widget-2-0-0-2\">\n\t\t\t\t\t\tAtividade F\u00edsica\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<div id=\"collapse-widget-2-0-0-2\" class=\"accordion__content  panel-collapse  collapse\" role=\"tabpanel\" aria-labelledby=\"heading-widget-2-0-0-2\">\n\t\t\t\t<div class=\"panel-body\">\n\t\t\t\t\tA Obesidade, caracterizada como uma epidemia internacional, assume lugar de destaque dentre os disgn\u00f3sticos cl\u00ednicos na sa\u00fade nacional.\n\nDesta forma, seja por necessidade de a\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, seja por enfoque de mercado ou por a\u00e7\u00e3o de gest\u00e3o economica de recursos, faz-se necess\u00e1rio um rol de a\u00e7\u00f5es interligadas visando assumir a resolu\u00e7\u00e3o desse problema.\n\nNo projeto OBESIDADE ZERO s\u00e3o elencadas \"9 a\u00e7\u00f5es para chegar ao Zero\"\n\n1- Educa\u00e7\u00e3o em Nutri\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel nas escolas b\u00e1sicas e no curr\u00edculo escolar.\n2- Estimulo aos h\u00e1bitos de vida relacionados ao combate a obesidade.\n3- Estimulo a atividade f\u00edsica, esporte e gin\u00e1stica.\n4- Efetiva\u00e7\u00e3o  e obrigatoriedade de profissionais de Nutri\u00e7\u00e3o nas unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade, configurando a avalia\u00e7\u00e3o nutricional, principalmente de peso e altura, como a porta de entrada do sistema.\n5- Desenvolvimento de projetos cl\u00ednicos amplos com pesquisas e enfoques regionais e adaptadas \u00e0s situa\u00e7\u00f5es epidemiol\u00f3gicas, econ\u00f4micas e culturais.\n6- Normatiza\u00e7\u00e3o e legisla\u00e7\u00e3o em alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel no enfoque que envolve marketing e propaganda.\n7- Envolvimento empresarial do setor aliment\u00edcio, interagindo com a popula\u00e7\u00e3o em atividades de motiva\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o no combate \u00e0 obesidade.\n8- Envolvimento das empresas de comunica\u00e7\u00e3o, na divulga\u00e7\u00e3o do projeto e no estimulo a atividades relacionadas.\n9- Desonera\u00e7\u00e3o fiscal aos produtos aliment\u00edcios relacionados ao controle da obesidade.\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t<div class=\"accordion__panel  panel  panel-default  card\">\n\t\t\t<div class=\"accordion__heading  panel-heading\" role=\"tab\" id=\"heading-widget-2-0-0-3\">\n\t\t\t\t<div class=\"panel-title\">\n\t\t\t\t\t<a class=\"collapsed\" role=\"button\" data-toggle=\"collapse\" data-parent=\"#accordion-widget-2-0-0\" href=\"#collapse-widget-2-0-0-3\" aria-expanded=\"false\" aria-controls=\"collapse-widget-2-0-0-3\">\n\t\t\t\t\t\tAcompanhamento Psicol\u00f3gico\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<div id=\"collapse-widget-2-0-0-3\" class=\"accordion__content  panel-collapse  collapse\" role=\"tabpanel\" aria-labelledby=\"heading-widget-2-0-0-3\">\n\t\t\t\t<div class=\"panel-body\">\n\t\t\t\t\tA import\u00e2ncia da psicologia na Cirurgia do Diabetes\n\nO que ouvimos a nosso respeito desde crian\u00e7a, a educa\u00e7\u00e3o familiar, como lidamos com nossas emo\u00e7\u00f5es, o nosso jeito de ser, o nosso estilo de vida, h\u00e1bitos alimentares, vida pessoal, profissional, social e auto-estima, determina muito de nossos comportamentos diante da vida.\n\nA cirurgia bari\u00e1trica \u00e9 muito importante no controle da obesidade m\u00f3rbida, por\u00e9m precisa de um grande parceiro, o paciente, sua determina\u00e7\u00e3o e muita vontade de mudar.\n\nO atendimento psicol\u00f3gico deve come\u00e7ar na fase pr\u00e9-cir\u00fargica, onde se pode avaliar as condi\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas que o paciente se encontra atrav\u00e9s da anamnese e atendimento familiar. A interven\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica no tratamento da obesidade ser\u00e1 feita de acordo com o tipo de estrutura ps\u00edquica de cada pessoa, podendo estar associada ao tratamento psiqui\u00e1trico por ser comum a presen\u00e7a de quadros depressivos, de ansiedade e principalmente compulsivos, que necessitam muitas vezes de uma interven\u00e7\u00e3o medicamentosa associada \u00e0 psicoterapia.\n\nA cirurgia sozinha n\u00e3o faz milagre, \u00e9 preciso muita persist\u00eancia, for\u00e7a de vontade para mudar e principalmente seguir regras que a nova condi\u00e7\u00e3o imp\u00f5e. \u00c9 importante estar dispon\u00edvel as novas possibilidades que surgem nesse processo de mudan\u00e7a.\n\nMuitas mudan\u00e7as ocorrem ap\u00f3s a cirurgia, e o acompanhamento psicol\u00f3gico \u00e9 de grande import\u00e2ncia. A adapta\u00e7\u00e3o ao novo estilo de vida, deixar para tr\u00e1s antigos costumes, diminui\u00e7\u00e3o da ansiedade e nova forma de viver s\u00e3o importantes para o sucesso da cirurgia, principalmente para que n\u00e3o ocorra o deslocamento do sintoma (por exemplo, do comer para o uso abusivo de \u00e1lcool). O psic\u00f3logo intervem de forma preventivamente visando a melhoria da qualidade de vida e adapta\u00e7\u00e3o a nova realidade.\n\nO atendimento psicol\u00f3gico nessa fase ajuda oferecendo suporte emocional, para passar pelo processo de mudan\u00e7a com menos ansiedade, melhor compreens\u00e3o de si, mudan\u00e7a dos h\u00e1bitos alimentares e todos os aspectos emocionais que podem aparecer nesse processo de emagrecimento.\n\n\u00c9 uma adapta\u00e7\u00e3o de longo prazo, onde se manter magro depender\u00e1 principalmente pelo fato de se seguir as orienta\u00e7\u00f5es oferecidas pela equipe multiprofissional, cada uma com sua import\u00e2ncia e significado.\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>World over people use massage therapy to help promote healthy skin, nourish and strengthen the body, relieve stress, reduce pain, and encourage balance and well being. 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